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PRESS RELEASE

Entidades públicas, empresas e personalidades juntam-se para combater doença que afecta três milhões de angolanos Alexandra Simeão, coordenadora da Campanha de Sensibilização para a Anemia Falciforme, anuncia o lançamento oficial desta iniciativa, numa cerimónia a ter lugar no próximo dia 19 de Junho às 11h, no Auditório do Museu Nacional de História Militar, Fortaleza de S. Miguel, em Luanda.

Comunicado de Imprensa

Campanha de Sensibilização para a Anemia Falciforme

Entidades públicas, empresas e personalidades juntam-se para combater doença que afecta três milhões de angolanos Alexandra Simeão, coordenadora da Campanha de Sensibilização para a Anemia Falciforme, anuncia o lançamento oficial desta iniciativa, numa cerimónia a ter lugar no próximo dia 19 de Junho às 11h, no Auditório do Museu Nacional de História Militar, Fortaleza de S. Miguel, em Luanda.

Depois de, em Janeiro deste ano, ter publicado o livro Kalucinga, cujas receitas revertem a favor de projectos educativos sobre a doença, Alexandra Simeão escolheu o dia 19 de Junho para o lançamento oficial da Campanha de Sensibilização para a Anemia Falciforme. Esta data foi designada pela Assembleia Geral das Nações Unidas como Dia Internacional da Doença Falciforme por se tratar, segundo a própria ONU, de ”uma das principais doenças genéticas do mundo”. Só em Angola, a doença afecta uma em cada cinco pessoas, mais do que a SIDA.

O evento terá a participação do Senhor Secretário de Estado da Saúde, Dr. Carlos Alberto Masseca, em representação de Sua Excelência o Senhor Ministro da Saúde. Estará também presente o Dr. Luís Bernardino em representação do Hospital Pediátrico David Bernardino (HPDB), bem como diversas personalidades ligadas a entidades nacionais e estrangeiras que reconhecem a importância desta iniciativa. Segundo Alexandra Simeão, “o apoio institucional do Ministério da Saúde e o apoio técnico e científico do HPDB têm sido fundamentais para esta campanha poder avançar.”

Nesta primeira fase, entre Junho e Setembro, a campanha terá uma divulgação maioritariamente online, com um website (www.anemiafalciforme-angola.org) e uma página na rede social Facebook (www.facebook.com/AnemiaFalciformeAngola) onde a população em geral e os técnicos de saúde poderão encontrar conteúdos informativos sobre a doença. Durante este período, a organização irá estabelecer contactos com mais empresas e entidades já que, como refere a responsável do projecto, “para fazer uma campanha de informação em larga escala na comunicação social, é necessário todo o apoio possível, quer das empresas, quer dos próprios media.”

A campanha irá ter uma conta de solidariedade, onde qualquer cidadão poderá fazer o seu donativo. O montante angariado servirá para comprar equipamento médico (um Doppler) e para ampliar o Centro de Apoio ao Doente Anémico do HPDB, unidade de referência no diagnóstico e tratamento da doença em Luanda. Por este motivo, para além da Comissão de Honra, a campanha terá ainda uma Comissão Fiscal, responsável pelo controlo dos donativos.

Em Setembro, a campanha entrará na segunda fase, com informação na comunicação social e actividades no terreno, que irão incluir palestras educativas nas universidades, escolas secundárias, igrejas e comunidades. A organização convida todos os meios de comunicação angolanos a marcar presença nesta cerimónia e a colaborar na divulgação desta mensagem até porque, como refere a campanha, “Anemia Falciforme é problema nosso.”

Sobre a Anemia Falciforme

A Anemia Falciforme, é uma doença genética que consiste numa deformação dos glóbulos vermelhos que, no doente falciforme possuem a forma de foice ou lua e provocam a obstrução dos vasos sanguíneos. Com uma incidência superior à da SIDA, estima-se que em Angola haja cerca de três milhões de doentes.

Segundo esta estimativa, no país, uma em cada cinco pessoas é doente falciforme e todos os anos nascem 12 mil crianças com a doença. Sem acompanhamento médico, metade destas crianças morrerá antes de completar cinco anos.

Os sintomas podem variar mas, entre os mais comuns estão o cansaço; inchaço, vermelhidão e dor nas mãos e pés; dores nas articulações ou no abdómen; icterícia (olhos e pele amarelados) e infecções. Nos casos mais graves, a doença pode provocar cegueira, retenção de sangue no baço, acidente vascular encefálico, enfarte e isquémia dos membros.

O teste do pezinho é fundamental para o diagnóstico precoce da doença e deve ser feito na primeira semana de vida do bebé. Com acompanhamento especializado, os efeitos da anemia falciforme podem ser minimizados, melhorando substancialmente a qualidade e a esperança média de vida do doente.

Sobre a Campanha de Sensibilização para a Anemia Falciforme (CSAF)

A CSAF é uma iniciativa de solidariedade da sociedade civil coordenada por Alexandra Simeão e que conta com o apoio de diversas entidades públicas, empresas e individualidades angolanas.

Os objectivos principais desta campanha são:

- Informar a população angolana sobre a Anemia Falciforme, as suas causas, os sintomas e os cuidados a ter para se viver com a doença de forma mais confortável e segura;

- Alertar os jovens casais para a importância de fazerem testes médicos antes da gravidez, para que a decisão de ter filhos seja tomada de forma responsável, consciente e preparada;

- Criar condições para que mais técnicos de saúde possam receber formação específica na doença;

- Ampliar instalações e aumentar a capacidade de resposta do Centro de Apoio ao Doente Anémico do Hospital Pediátrico David Bernardino e adquirir equipamento adicional (Doppler) para a realização dos testes médicos e dos tratamentos necessários.

Ajude a combater esta doença em Angola!

Anemia Falciforme é problema nosso.